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Dicas e Finanças

Reserva de emergência: o que é e como funciona

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Imprevistos podem acontecer a qualquer momento, principalmente quando se fala em finanças. É por isso que é muito importante saber administrar o seu dinheiro e ter uma reserva de emergência. Mas será que todo mundo coloca isso em prática? De acordo com uma pesquisa feita pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil no primeiro semestre de 2020, não.

Segundo esse estudo, quase 5 em cada 10 brasileiros não têm qualquer tipo de controle do próprio orçamento. Cerca de 25% das pessoas preferem confiar só na memória para controlar as suas despesas. O problema é que esse tipo de atitude tem tudo para dar errado. Afinal, você se lembra o que almoçou há uma semana?

Para evitar dor de cabeça no fim do mês, fazer uma reserva de emergência é muito importante. Nesse artigo, vamos ensinar como você pode montar uma reserva desse tipo, qual o valor ideal para se proteger e muito mais. Quer aprender tudo isso? Então siga a leitura!

O que é uma reserva de emergência?

A reserva de emergência é uma quantia de dinheiro que você guarda para usar somente em momentos de necessidade, ou seja, é uma primeira saída antes de recorrer a créditos ou empréstimos. Dessa maneira, ter o dinheiro poupado pode ajudar em imprevistos financeiros, mas principalmente evita que você termine o mês no vermelho.

Para iniciar tal planejamento, o primeiro passo é organizar todos os ganhos e gastos a fim de saber onde você pode começar a economizar. Já falamos sobre a planilha financeira aqui no Just Explica e, inclusive, disponibilizamos um modelo completinho para você começar a se organizar, é só acessar e fazer o download!

Qual é a importância da reserva de emergência?

A principal vantagem da reserva de emergência é evitar que as dívidas sejam feitas. Geralmente quando as contas chegam e não fecham com orçamento mensal, o débito é iniciado e, se não tiver cuidado, pode ficar cada vez maior. Caso tenha poupado, você vai ter a quantia necessária para ficar tranquilo mesmo com os contratempos.

Essa segurança também traz como benefício adicional o bem-estar. Ninguém nunca sabe o que está por vir quando o assunto é finanças, e esse planejamento vai fazer você se sentir mais protegido financeiramente e mudar a forma como você lida com a vida — mudanças de emprego, por exemplo, vão ser menos intimidadoras, já que você sabe que tem como se manter durante o período de transição.

No entanto, uma das maiores vantagens da reserva de emergência é a possibilidade de conseguir fazer um planejamento financeiro pensando em seus objetivos. Planos como uma casa, um carro ou até uma viagem com toda a família se tornam possíveis quando você aprende a poupar um pouco todos os meses.

Como fazer uma reserva de emergência?

Então, você já entendeu os princípios básicos da reserva de emergência, mas como colocar isso em prática? Afinal, não adianta saber o que fazer na teoria, se não é possível transformar isso em realidade.

Confira abaixo um passo a passo que ajudará a organizar a sua vida financeira de modo a conseguir montar a reserva de emergência dos seus sonhos!

Determine um objetivo

O primeiro passo para montar uma reserva de emergência é determinar um valor para ela. Como se fosse uma meta, sabe? Assim, fica mais fácil encontrar a disciplina para fazer os cortes de gastos necessários até ter o montante guardado.

A maioria dos economistas afirma que o valor ideal para ter na reserva de emergência é a quantia que você gasta com as contas entre 6 meses e 1 ano. Para fazer essa conta, é só somar gastos fixos e variáveis de todos os meses, o que inclui aluguel, condomínio, luz, alimentação, transporte e até cartão de crédito, e multiplicar pelo número de meses. Sabendo o valor total, fica mais fácil de se organizar para alcançar o objetivo financeiro!

Portanto, suponha que os gastos mensais de uma família de 4 pessoas incluam:

  • aluguel: R$950,00;
  • compras de supermercado: R$700,00;
  • contas da casa (energia, água, gás, Internet): R$350,00;
  • gastos gerais (assinaturas, vestuário, entretenimento e lazer): R$1.000,00;
  • Total: R$3.000,00.

Neste caso, essa família de 4 pessoas precisaria juntar entre R$18.000,00 e R$36.000,00 de reserva de emergência. Vale lembrar que, caso seja possível cortar despesas mensais, então a reserva pode diminuir. Se a família do nosso exemplo reduzir seus gastos gerais para R$150,00, então a reserva poderia ser bem menor.

Faça um planejamento

Agora que você já aprendeu a descobrir qual é o valor ideal para a sua reserva de emergência, o próximo passo é planejar o caminho para chegar até lá. Mas como fazer isso na prática?

A maneira mais simples é, primeiro pegar a quantidade de dinheiro que você precisa para a reserva, depois calcular o seu salário líquido e os seus gastos mensais para ver quanto sobra no fim do mês. Agora, é só dividir o quanto você precisa pelo valor mensal que sobrou, e o resultado são os meses que você necessitará poupar.

Voltando ao exemplo anterior, se uma família de 4 pessoas precisa juntar R$18.000,00 para uma reserva de emergência e consegue poupar R$2.000,00 todos os meses, então ela levará 9 meses para finalizar sua reserva.

Mas e se a família não conseguir poupar tanto assim? Pior: e se ela não for capaz de poupar nada? Nesse caso, é necessário planejar como mudar essa situação. De que modo é possível cortar gastos ou aumentar os ganhos para economizar mais? Nós veremos algumas dicas para isso a seguir. Seja como for, é importante saber quanto será necessário guardar para montar sua reserva em um período determinado.

Identifique os principais gastos

Se você já economiza um valor aceitável todos os meses para montar sua reserva de emergência, ótimo. Isso é muito bom! No entanto, se não consegue ou gostaria de poupar mais, há muita coisa para fazer.

O primeiro passo é identificar quais são os seus principais gastos e categorizá-los. Isso vai permitir que você entenda melhor suas despesas. Além disso, poderá descobrir qual é a sua margem para fazer cortes e trabalhar melhor seu dinheiro.

Uma dica fácil para identificar os seus principais gastos é separá-los nas seguintes categorias:

  • gastos essenciais: são aqueles sem os quais não dá para viver. Isso inclui aluguel, água, energia elétrica, comida e gás;
  • despesas importantes: são aquelas que contribuem para a sua qualidade de vida e fundamentais no dia a dia. Por exemplo, combustível do carro, Internet, celular, vestuário e educação;
  • gastos supérfluos: são complementares e servem apenas como pequenos luxos. Por exemplo, restaurantes, cinema, passeios caros, presentes.

Substitua os seus hábitos

Ao analisar os gastos mensais, é normal perceber que nós somos pessoas de hábitos. Por exemplo, é possível que você constate que pede uma comida delivery uma vez a cada 2 semanas. No entanto, existem hábitos positivos e negativos.

É importante que você analise os seus hábitos negativos e veja como é possível substituí-los por alternativas gratuitas ou mais baratas. Por exemplo, se você costuma ir ao cinema todas as semanas, pode trocar tal gasto pela assinatura de um serviço de streaming. Você consegue assistir a mais filmes com um gasto mais reduzido.

Outro exemplo tem a ver com o desperdício de energia elétrica ou de água em sua casa. Por exemplo, quem nunca deixou a luz de um cômodo acesa mesmo quando não está lá? Ou talvez deixou a TV ligada sem assistir nada? Esses hábitos geram custos e podem fazer a diferença na sua conta no final do mês.

É claro que tal mudança não vem do dia para a noite. No entanto, com um pouco de disciplina e paciência, você aprenderá a ter hábitos mais saudáveis.

Estruture um orçamento

Se você seguiu as nossas dicas até aqui, possivelmente já conseguiu cortar muitos gastos. Mesmo que você não tenha reduzido suas despesas ao máximo possível, já deve ter feito algum progresso.

Sendo assim, o próximo passo para conseguir montar uma reserva financeira é estruturar o seu orçamento mensal. O objetivo é garantir certa previsibilidade em relação à quantidade de dinheiro que economizará todos os meses.

Essa estrutura deve dar prioridade aos seus gastos fixos, em seguida aos importantes. Depois de lidar com tais despesas, a estrutura deve garantir a economia que você planejou para a sua reserva de emergência e, só então, separar alguma parte para os gastos supérfluos.

Registre os gastos e ganhos

Montar uma reserva financeira é uma tarefa a longo prazo. Naquele exemplo que citamos, a família de 4 pessoas precisaria juntar R$18.000,00, no mínimo. Se ela for capaz de guardar R$2.000,00 por mês, ainda precisaria de algo entre 9 meses e 1 ano e meio para montar uma reserva financeira.

Nesse período todo, é necessário ter dedicação, disciplina e controle para seguir o planejamento até alcançar a meta desejada. Pensando nisso, é importante registrar todos os gastos do seu dia a dia, bem como todos os ganhos. Aquela planilha mencionada antes (a qual oferecemos o link para você) pode ajudar muito nisso.

A vantagem de se fazer esse tipo de registro é poder acompanhar para onde vai o seu dinheiro diariamente. Isso ajuda a entender quais são os seus erros financeiros. Na prática, auxilia ainda a realizar uma poupança mais cuidadosa.

Para fazer esse registro, basta ter a nossa planilha e usá-la todos os dias. Uma boa ideia pode ser criar o hábito de registrar todos os seus gastos e ganhos diários antes de dormir. Outra sugestão pode ser passar a planilha para um serviço como o Google Docs. Nesse caso, você poderia acessá-la de qualquer lugar ou dispositivo. Isso permitiria registrar os gastos assim que eles acontecerem.

Busque educação financeira

Por fim, é importante que você saiba o que fazer com a sua reserva financeira. Afinal, deixá-la parada no banco ou na poupança fará com que ela perca valor por causa da inflação.

Por tal razão, é importante buscar educação financeira para aprender como gerenciar melhor o seu dinheiro, de que forma investi-lo e como conservar seu valor diante da inflação.

Além disso, a educação financeira ainda permite que você aprenda a cortar gastos na sua vida e tenha uma relação mais saudável com o seu dinheiro. Isso ajudará a economizar mais.

Pronto! Agora você já tem o mapa para montar a sua reserva de emergência. Basta seguir esses passos e ter muita disciplina para conseguir uma boa gestão de finanças pessoais. Esse é o segredo para uma vida financeira mais tranquila.

Se você quer saber como efetuar uma boa gestão de finanças pessoais, leia agora o nosso artigo especial sobre o tema. Ele dará uma boa base para você começar!

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